o tempo…

 Estou me despedindo de uma menina: Carol Conway.

Quando estamos próximos, muito próximos das pessoas, a relação promove todos os tipos de sentimentos que não entendemos de primeira, só depois que nos distanciamos. Agora me lembro deu e dela, ali no palco, tentando se entender, eu dando vida à ela e ela me dando caminhos. Carol Conway é uma personagem de J. W. Priestley, a filha mais nova da família Conway; e na peça “O Tempo e os Conways”, (q estudei este semestre e atuei numa montagem guiada por Renato Icaray),  Carol representava a vida, a alegria, a arte, o lúdico. Apesar de uma linguagem realista e todas as composições dos personagens desta peça passarem por este caminho, senti que a Carol não, a Carol era metafísica, mais que uma persona, uma personagem, quisá uma entidade, um símbolo. Mas agora vejo que era apenas uma menina, como uma que eu fui há tempos atrás, quando já sentia que eu era diferente porque gostava muito de dançar, atuar e escrever, dessas meninas que curtem pensar por outro prisma, sem esforço, só porque assim é, porque tem de ser. Conversei muito com o amigo Renato Luz sobre este processo do ator frente a um personagem que se dá vida. Ele me contou que o dele, o Ernest Beevers, às vezes ficava ali ao lado dele. Acho isso tão próprio, tão de quem faz, que não tem muita explicação a se dar. Processo de criação é processo de criação. E cada um é tão bonito. Carol me fez me reencontrar comigo de antigamente, e me fez feliz. Apesar de outras não felicidades, agora fico com a felicidade mais presente. A da troca e da saudade. UM ELOGIO AO ARTISTA, foi a presença da Carol na minha vida.

fotos: renato mangolin - http://picasaweb.google.com.br/arquivomangolin
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8 comentários sobre “o tempo…

  1. Ernest Beevers tá indo em bora, mas ele me mostrou qualidades minhas que os olhos não podiam ver …
    Nunca vou esquecer a Carol, como o Ernest nunca esqueceu …

    Deixo aqui um aviso às pessoas que a Carol não tem bigode e encherga muito bem … heheeh

  2. Minha menina mulher, minha irmã e alma gêmea.
    Tenho muito orgulho da criatura linda que vc sempre foi e vem cada dia se transformando. Vc foi sempre especial e sempre será!
    Te amo!!! Sua Titcha!!!!

  3. “Mariana Conta 1, Mariana conta 1 é Ana VIVA MARIANA!!! VIVA MARIANA!!!”

    “Mariana meu amor vamos embora. Tá na hora, tá na hora…
    Tira a chave do portão e põe no armário…
    Prende o gato na gaiola do canário!”

    Nossa infância, Buzios, Thor! Tony… Angra, passeios de lancha muita união, amor e familia… FELICIDADE PLENA, AMOR E PUREZA DE CRIANÇA!!! É vizinha… O segredo é ser assim, não perder esses valores. O segredo é ser Carol sempre!!!

  4. Oi, tudo bem?
    olha eu estava pesquisando sobre “o tempo e os conways” e acabei achando o seu blog. na verdade eu preciso muito ler essa peça para fazer uma prova só que eu não encontro em nenhum lugar! nenhum mesmo! nenhuma livraria, nenhum sebo, nem na internet, só achei em inglês. e aí “no auge do meu desespero” eu resolvi voltar aqui pra pedir se, caso vc tenha a peça no computador (já que vc já fez) vc não poderia me mandar.
    seia muuuuito útil.
    enfim, meu email é juliacouto_@hotmail.com

    brigada e desculpa a “invasão”

  5. Olá, achei muito bom este post!
    E queria saber se você poderia contribuir comigo que faço parte de um grupo de teatro amador e que gostaria de montar esta peça, O Tempo e os Conways, mas não achamos o texto.
    Se tiver, poderia me mandar?
    No e-mail gabriele_camargo@hotmail.com
    Ah.. seu blog é muito bom!
    E obrigada!

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