Sorvete de Pistache

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  E rio, sorrio, com o que me foi escrito. Tb acredito na nossa inconstância e desconfio das marés das palavras que ora cabem cheias nos poemas, ora ardem secas, estranhamente. Tem coisas que escrevo que desentendo até hoje… é curioso, são coisas escritas que mais me interessam… Como o poema “Boneca de Pano” ao lado. Acho ele tão estranho. Mas gosto tanto dele. Diz tanta coisa. Acho que ele amedronta as pessoas… ninguém o sente, comente…. engraçado isto. É como este de pistache que tb acho muito estranho (será que é porque não é poesias, não será nada,  será porque não tem rima, métrica, fruto e flor…), mas fala dessa estranha inconstância das marés da vida: o que nos rege. Nossas lembranças, nossas ficções…  E eu lembro da boneca de sorvete de pistache

A boneca  de sorvete de pistache que meu pai me deu
me fez lembrar que esse eu que eu sou hoje
eu nunca fui. 
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