lembranças livros

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Acho que agora percebi diferente este poemeto que escrevi há tempos atrás: Quando a gente cai muito dentro de si mesmo a gente se afoga!. Escrevi faz pelo menos uns 7 anos. E há 7 anos publiquei meus 2 primeiros livros artesanais. Costumava a chamá-los de filhos. Foi um presente que gerei mesmo. Quis artesanar eles mesmo, os meus escritos. 1 se chamava “Meus Escritos – a onda que engole o horizonte”. Foi o primeiro que concebi. E como estava em fase nova, de escrever muito, viver muita poesia e trocando muito,  resolvi fazer um segundo “Estrelas de Sabão”, concebido principalmente pelo poema “Palavra” que está aqui neste blog. Aliás algumas coisas que estão cá, estiveram lá. Concebi um a um, 100 exemplares de cada livro. Colei papel, cortei estrelas, contei com ajuda de amigos (Lele, principalmente, que virou as noites comigo – conversando e colando estrelas), e parentes, e professores. Não sei porque resolvi fazer desta forma. Mas foi a melhor forma que pude fazer. Algo que se plantou. E me trouxeram grandes frutos, hoje árvores. Hoje, resolvi fazer esta homenagem para eles que se espalharam rapidamente por aí, com poucos e bons leitores, uns 196 …  
Hoje tenho apenas mais 4 comigo.Tenho vontade de fazer algo assim de novo. Todos me pedem (os amigos, digo) uma publicação preta e branca, como de todo mundo. Mas eu não começo. Já comecei algumas vezes e paro… Queria que fosse algo de colar, pintar e bordar, porque assim é minha poesia. Mas talvez esteja chagando a hora mesmo do real. Será? Por enquanto continuo trabalhando nas minhas caixinhas de encantamentos artesanais poéticas. Vou ver se consigo fazer algumas para o Natal, é bom presente para se dar. Mas aviso por aqui de como vai a produção.
O que queria dizer mesmo é que hoje entendi melhor o que escrevi há tempos atrás (e isso me fez lembrar de meus livros, porque está lá): Quando a gente cai muito dentro de si mesmo a gente se afoga!. Entendi isso mais leve, agora. Porque é fato. A gente se conhece no outro, na vida. Quando a gente só fica em si, num redemoinho, numa angústia de se encontrar, saber o que se é… se perde, se afoga! Até porque, mutação!, somos gerados na água da barriga da nossa mãe. A Terra é quase toda água. Nós somos 70% água. Não se é sendo estáticos. E nada é sozinho. E que bom que o mundo é relação. E é só este o dever que temos. Por isso vivemos em comum, em comunidade, em aldeia. Seja lá qual ela for, doente como está, mas vivemos nela. E aqui estamos em carne e osso. O que será depois, prefiro deixar para depois. Vou viver o que me cabe! (sem perder a fé e a fantasia, é lógico, se não fica sem graça…)

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