•Julho 8, 2009 •
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…é amigo Renato. Vc que vem sempre aqui e me acalanta. Sabe… vc ser meu leitor, me completa. Te compreendo por isso.
É tão bom. De nada. Obrigada. Gosto de agradecer. Também não me importo em pedir desculpas. Peço sempre. às vezes até sem motivo. Certa vez, um amigo me pediu para que eu não pedisse mais desculpas. Assim estou vivendo. Nem desculpas peço pros dias e momentos que passam e que são tão bons que dá vontade de segurar nas pontas dos dedos e lambê-los. Queria que fossem pirulitos, mas são sorvetes. Derretem. Você vai lá e faz tudo, se esmera, se desunda. E então passa, e o dia seguinte, e te pede nova dedicação inteira intesa, e aquela delícia que passou virou massa no estômago. Itens num currículos. Fotos num facebook… to crazy for me. for me to do it. i can’t do it. i can do it. i do it. i do the IT every time. The ”It” é uma palavra que Clarice Lispector sempre usava. Era uma expressão que na época dela todos usavam. O “IT” deve ser “A Coisa em Si”, o que eu chamo de arte, palavra tão pouca para defir “aA Coisa em Si”, ou é só pretenção minha achar isso…
texto líquido. texto fluido.
obridada amigo Luz, por isso. Salve Salomé.
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Tags: clarice lispector, it
•Junho 29, 2009 •
1 Comentário
o galo canta
ouço o galo cantar
canta galo
Michael Jackson me espanta
e avisa que o mundo de ser criança
não é eterno
nem nunca será
por isso o galo canta
há tempos não conseguia
não escrevia
tenho muito para contar
quando se tem a coisa na mão
tudo se apavora
como Michael Jackson
ele tinha a oportunidade de fazer do mundo um lugar melhor
mas isto é apenas o de sonhar
fantasia é coisa líquida
(é coisa líquida ou é coisa que esfumaça mas não molha?)
tudo que esfumaça não molha
hoje olhei para as coisas da mesa de trabalho. trabalho fantasia. ouvi em choro o que alguém dizia que era para parar. para. pára. que ela, a fantasia. que não devia. que este mundo em que vivia é fantasia. mundo de borboletas. e antes da cama, do sono. a fantasia ficou líquida no rosto e a vontade foi que ela desaparecesse junto com as lembranças que Michael Jackson trazia. tem vezes que a fantasia se transforma em monstro e isso não tô afim. não tô afim. a infância, também a persigo Michael! buscamos esse mundo que queremos que seja melhor, mas ficamos ali destruindo possibilidades de dar conta da presença alegre do presente. a presença alegre do presente é cafona? é cafona, mas que se foda. só a presença alegre do presente pode ser. esse é o exercício. tem que ser simples. a infância não é barroca, não. a gente, quando se afasta dela, é que a complica. o barroquismo vem quando a mulher menstrua. vira lua. e tudo fica barroco depois disso. o homem já não sei. se há barroco em algum homem é porque é do signo de água. a infância é do simples. é o olhar que deve olhar o mundo. mas a necessidade de fome e de sexo perverte tudo. entende o mito de eva. e isso é natural. olha para isso. encara serpente. se alevanta e segue sendo Gente. deixa a infância material concreta no dia, concreta na hora, a infância é ali que o galo canta.
o sol levanta
ouço o galo cantar
ouço o galo cantar.
o canto do galo tem gosto de café da manhã
e essa hora da manhã, madrugada 2, coração dói
e sinto Saudade
(escrevo sem forma e esta passa ser a forma de escrever. transito linguagens. me permito. desde o dia 09 de maio que tento escrever sobre o dia 09 de maio. para na verdade agradecer tudo o que foi o dia 09 de maio. por causa de vocês. por causa de casa pessoa que foi estar junto comigo. mas tenho a impressão que não preciso, cada um sabe da maravilha. maravilha que é fazer um livro, por isso entendo que vocês celebraram comigo. novas escritas surgem. permito. as escuto. não escrevo. mas esta veio na falta de sono e é bom escrever aquilo que não foi a intenção formal. texto corrido para mim virou virtual.)
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Tags: galo canta, infância, madrugada, michael jackson
•Junho 14, 2009 •
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•Maio 14, 2009 •
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